Categoria: Grandes Mulheres da História (Page 1 of 3)

Sacagawea – Presença Feminina

sacagaweaA importância de uma mulher indígena numa expedição de exploração de terras, foi crucial para a passagem livre do grupo pelas terras indígenas no Oeste Americano. Por ser mulher e saber falar duas línguas indígenas diferentes, garantiu que Lewis e Clark , exploradores a serviço do Presidente Thomas Jefferson, mapeassem aquelas terras sem o risco de serem atacados pelos índios locais. Além de falar as línguas nativas, Sacagawea, também conhecia bem o terreno e sabia onde encontrar alimento e remédios através das plantas.
Sacagawea era casada com um franco/canadense de nome Toussaint Carbonneaut e teve dois filhos com ele, o primeiro de nome Jean-Baptiste, um menino que ela deu à luz dois meses antes da jornada e uma menina de nome Lizette, alguns anos mais tarde. Sacagawea ficou com a saúde fragilizada após o nascimento de Lizette e morreu com febre muito alta. Em alguns documentos há indícios de que foi febre Tifoide. Não há muitos relatos sobre sua família, sabe-se que seu filho foi entregue ao explorador Clark que cuidou dele e lhe deu educação, quanto a Lizette, não há relatos.
Sacagawea teve reconhecimento pelos serviços prestados muito depois de sua morte o que demonstra o grau de importância que ela teve. Erigiram estatuas dela e deram seu nome a uma montanha no Oregon, O Pico Sacagawea. Também são feitas peças de teatro, filmes, documentários e músicas. O filme é “Aventura Sangrenta”, muito difícil de encontrar no Brasil. Outro filme que faz referência a ela é “Uma Noite no Museu”.

Irena Sendler – Anjo do Gueto de Varsóvia

Irena_Sendlerowa_1942Irena Sendler ajudou a salvar mais de 2.500 crianças judias do terrível extermínio nazista.

De nacionalidade Polaca, Irena tinha aprendido com seu pai, que não importava a nacionalidade, a religião ou o que quer que fossem as diferenças entre as pessoas, ela sempre deveria fazer de tudo para ajudar os mais necessitados. Inclusive ele teria dito: “Se vires alguém se afogando, deves pular na água e tentar ajudar, mesmo se não souberes nadar”.
Com esse espírito justo e caridoso, Irena fez de tudo para ajudar a população judaica quando estourou a Segundo Guerra. Nos guetos de Varsóvia, Irena tinha passagem livre dizendo aos guardas alemães que iria somente fazer o levantamento das condições sanitárias do local. Mas, era muito mais que ela fazia. Levava alimentos, roupas, remédios e o mais importante, ajudava a tirar principalmente as crianças às escondidas para poder salvá-las. As vezes as escondia em sacolas, latas de lixo, caixas de ferramentas, Irena usava qualquer coisa que tinha em suas mãos para tirar as crianças de lá.
Com a ajuda de cristãos simpatizantes dos judeus, levava as crianças para que ficassem a salvo vivendo como membro de famílias que estavam dispostas a ajudar. Para não perder o controle de onde havia mandado cada criança, Irena mantinha anotações dos nomes de cada uma em potes de vidro que enterrava em determinados locais para que não fossem encontrados pelos nazistas. Com Isso, ao final da guerra, Irena conseguiu localizar muitas das crianças salvas, ajudando-as a se reencontrar com membros de suas famílias. Infelizmente muitas não puderam retornar, pois não havia sobrado mais ninguém e foram mandadas para orfanatos.
Após ter sido traída por uma de suas ajudantes, Irena foi presa e condenada à morte pela polícia alemã. Mas, com a ajuda do grupo Zegota* que subornou os guardas para liberta-la, Irena conseguiu fugir e teve que viver escondida, mesmo assim continuou atuando para a libertação das crianças.
*Zegota era uma organização financiada por cristãos britânicos, para ajudar o povo judeu.
A bravura de Irena quase passa desapercebida pela história, que só ficou conhecida depois que um grupo de quatro meninas de Uniontown, Kansas, fizeram um trabalho escolar sobre a segunda guerra. Incentivadas pelo professor através de recortes de jornais, elas se interessaram pela história de Irena e começaram a correr atrás dos fatos. Elas fizeram uma peça teatral que foi apresentada mais de 250 vezes e chamou a tenção de produtores do cinema que acabaram fazendo um filme sobre ela.
Com a divulgação da história, muitas pessoas que foram salvas por Irena, reconheceram seu rosto e entraram em contato com ela para agradecer-lhes por ter salvo suas vidas. Mesmo assim, Irena sempre lamentou não ter feito mais para ajudar o povo judeu.
Irena morreu em 2008, aos 98 anos de idade.
Veja a história de Irena mais detalhada nesse Link.
Um vídeo curtinho sobre Irena: Link
O filme: O Coração Corajoso de Irena Sendler, está no Netflix.

Coco Chanel – Estilista

coco-chanelGabrielle Bonheur Chanel, mais conhecida pelo apelido Coco Chanel, nasceu em 1883 em Saumur, Paris. De família humilde, acabou sendo deixada pelo pai num orfanato aos 12 anos, pois a sua mãe havia falecido de bronquite. Chanel viveu nesse orfanato até seus 18 anos, quando resolveu sair e cuidar da sua própria vida. Foi morar numa pensão para moças que era cuidado por freiras. Lá, aprendeu o ofício de costureira.
Nessa pensão, sua tia Adrienne, a encontra e as duas começam uma forte amizade. Chanel e Adrienne começam a trabalhar juntas e frequentam lugares requintados onde haviam muitos oficiais da cavalaria que as cortejavam. Coco costumava cantar num café chamado La Rotonde e já sonhava com a fama. Seu apelido Coco, vem de uma música que ela costumava cantar: “Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro”.
Numa dessas apresentações, Chanel conhece o oficial Etienne Balsan. Até onde se sabe, eles teriam tido um romance, mas sempre declararam publicamente que eram apenas amigos. Com essa amizade, Chanel conhece o milionário Arthur Capel, que era declarado o amor de sua vida. Capel, vendo a irreverência de Chanel com relação a moda, financia sua primeira loja de chapéus. Eram chapéus customizados, pois Chanel não gostava do estilo pomposo e cheios de plumas que as mulheres usavam nessa época. A princípio pareciam estranhos, mas logo ganharam fama por serem mais simples.
Após perder seu amor num acidente de carro, Coco Chanel fica muito deprimida e resolve mergulhar de cabeça na ideia de uma confecção e abre sozinha sua própria loja de costura, mas ainda vendendo seus chapéus.
Aproximadamente um ano mais tarde, ela conhece o russo Dnitri Pavlorich Romanov. O romance dos dois, fez com que Chanel usasse o folclore russo para bordar as roupas com um novo estilo. Nesse período, Chanel conhece muitos artistas importantes, como: Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.
Com seu estilo arrojado, Chanel faz sucesso entre as atrizes de cinema e ganha fama ditando a moda para o mundo todo. Sendo já muito conhecida, Chanel começa a desenvolver também sua marca própria de perfumes e em 1921, lança o Chanel N° 5.  O nome se deve ao fato de ter sido a quinta fragrância apresentada a ela, para que escolhesse e porque também gostava do número 5, dizia que era o seu número da sorte. Depois foram lançados outros perfumes, mas nenhum ficou tão famoso.
Com a explosão da Segunda Guerra, Chanel acabou fechando sua loja, reabrindo novamente 10 anos mais tarde. Nesse período, Chanel se envolveu com um oficial alemão e acabou, por conta disso, afastando seus clientes. Com dificuldades financeiras, Chanel começou a vender suas roupas para outros países, vindo a morar na Suíça.
Em razão da admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy, ela reaparece nas revistas de moda com seus tailleurs, casacos e sapatos. Depois voltou a residir na França.
Chanel revolucionou o mundo da moda, não só com roupas, mas com cortes de cabelo, sapatos e bolsas. Ela serviu de inspiração para muitas mulheres, sendo independente financeiramente e quebrando barreiras no vestuário feminino. Foi ela quem ajudou a popularizar o uso de calças compridas por mulheres na época da guerra.

Veja nesse Link o filme: Coco Chanel

Dagny Carlsson – A Blogueira mais velha do mundo!

“Exemplo para muita gente que acha que é tarde para fazer alguma coisa. Devemos dar mais ouvidos aos nossos “idosos”, eles têm muito a nos ensinar. Já pararam pra pensar que as recordações que eles ficam repetindo podem ser grandes ensinamentos?”
Cristina Quadros
Ela nasceu em 1912, no mesmo ano em que o Titanic afundou, como fez questão de lembrar. A sueca Dagny Carlsson carrega consigo seus 103 anos de história – duas guerras mundiais e a invenção da televisão, e o título da blogueira mais velha do mundo. E pasmem, o site criado por ela quando completou um centenário de existência faz um sucesso estrondoso com mais de 1 milhão e 400 mil acessos. Sua história começou quando, aos 93 anos, assustou-se ao conhecer um computador de perto, o aparelho era da sua irmã mais nova, que tinha na época 85 anos. Mas por ainda não existir, em meados de 2005, cursos de informática para a terceira idade, foi necessária muita persistência da sua parte para que ela começasse a deslanchar. E não é que foi exatamente isso que aconteceu? Dagny se informou, e assim que criaram uma oficina, ela se inscreveu e então passou a ser instrutora. “A professora não conseguia acreditar nos próprios ouvidos, quando disse a ela que tinha 99 anos”, contou ela à BBC Brasil.
O único problema que a senhorinha possui é uma certa dificuldade para ouvir, o que a faz usar um discreto aparelho de audição. Ela, que prefere ser chamada pelo apelido “Bojan”, permanece perspicaz e ágil – capaz de contaminar a todos com sua vontade de viver. Os óculos também são seus companheiros na hora da leitura. É a própria sueca que cozinha, lava as roupas, organiza a casa e vai às compras em uma caminhada de aproximadamente 15 minutos. Necessita da ajuda de uma funcionária que vai até a sua casa uma vez por mês para fazer uma limpeza pesada. “Enquanto puder, vou continuar a cozinhar minha própria comida. Porque sei que vou gostar do que vou comer. E só como husmanskost,” disse ela que prepara apenas variações de pratos tradicionais da cozinha sueca, que geralmente levam carnes com molhos cremosos, batatas e peixes.

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Bojan vive no apartamento de 99 metros quadrados há pouco mais de três décadas, mora sozinha depois que seu marido Harry faleceu em 2004 aos 91 anos. Ela não teve filhos, mas seus dois sobrinhos – de 70 e 65 anos – sempre a visitam. Além da sala de estar, cozinha, quarto e sala de jantar, a ampla casa de Dagny possui um escritório – e é lá que as coisas acontecem. Neste cômodo está o computador e não é à toa que ela é o lugar em que pais passa o seu tempo: “É aqui que eu passo várias horas por dia, escrevendo. Há muitos assuntos para falar.” Talvez a receita para tanto vigor esteja nos “bons genes” de sua família, mas ela assegurou que não é apenas isso: “Acho que o motivo principal é manter a curiosidade pela vida. As pessoas ficam velhas quando param de ter curiosidade sobre as coisas. Então, se depender de mim o blog não vai ser a última coisa nova que eu vou experimentar na vida. Por falar nisso, acabei de comprar um iPad”.
Quem vê a força e o interesse da idosa hoje não vai dizer jamais que um dia ela já teve uma auto-estima muito baixa: “A maioria das crianças era assim. Naquela época, os pequenos tinham que ser criaturas obedientes e silenciosas, e não podiam achar que eram grande coisa. E era difícil para todos conseguirem estudar”. Essa dificuldade se concentrava na falta de oportunidades daqueles que não tinham condições financeiras: “Estudar custava caro. O ensino básico era gratuito, mas quem quisesse continuar os estudos tinha que pagar do próprio bolso. Hoje, os estudantes recebem subsídios do governo para estudar gratuitamente, até o fim da universidade”, comenta Dagny, que embora desejasse ser escritora, acabou fazendo sua carreira como funcionária pública.

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Personagem de um documentário lançado recentemente por uma emissora pública sueca sobre os obstáculos da maturidade, a idosa posta diariamente em seu blog sobre vários assuntos, entre as pautas estão cenas do seu cotidiano e suas viagens de trem à cidades suecas. “Os idosos não são tão estúpidos como a sociedade pensa. É preciso mudar esse conceito. As pessoas mais velhas são tratadas, em geral, ou como se fossem crianças, ou como se fossem idiotas. Dizem aos idosos, ‘você não entende isso’, ‘meu velhinho’ e coisas assim. Eu digo que os idosos merecem mais respeito”, desabafou Dagny.
Descrita em seu site como: “uma idosa determinada, que gosta de quase tudo. Pode ser uma ópera, mas também pode ser só um papo sobre coisas divertidas ou difíceis. Prefiro as coisas divertidas. As pessoas dizem que eu tenho humor, e que sou bastante franca”, o maior objetivo de Bojan é empoderar os idosos: “Porque os idosos são muito calados em nossa sociedade, e porque quando falam, ninguém se importa com o que dizem. Só se importam com o que eu digo porque me tornei famosa”, confessou ela ao mostrar o prêmio “Idosa do Ano” e um troféu que ganhou de um canal de televisão sueca.

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Sobre a morte Dagny é bem direta: “Não, não estou minimamente interessada na morte. Também não faz sentido nenhum ter medo da morte, já que ela é inevitável. Tenho medo é de guerra. Já vi duas guerras mundiais. E veja só o que está acontecendo na Síria.” Em uma de suas postagens, ela deu talvez uma das suas mensagens mais inspiradoras: “Sou incrivelmente velha, mas não me sinto velha. Quero ser tratada como qualquer pessoa. Não como um fóssil. Com certeza, há muitas pessoas como eu. Deveríamos ir para as ruas e protestar alto, como fazem os jovens, e exigir que as pessoas nos ouçam. Desafio todos os idosos: sejam mais assertivos!” E finaliza: “O maior desafio do ser humano é superar seu próprio medo.”

(fonte “copy/cola” 99,99%: Brasilpost

 

Boadicea ou Boudica – A Rainha Celta Guerreira

boadicea2Boadicea, rainha celta, ficou conhecida pela ferocidade com que defendeu seu povo, os Icenos, do domínio imposto pelo Império Romano no ano 60 ou 61 d.C. O exército de Roma, havia estabelecido uma colônia nas terras da Grã-Bretanha, para que seus homens descansassem, mas a convivência com o povo local, começou a gerar muitos conflitos, pois os soldados tratavam com violências os aldeões locais, além de tentar impor suas crenças menosprezando suas tradições.
Após ter ficado viúva, Boadicea assumiu a liderança de seu povo. Contudo, os romanos ignoraram o testamento tomando para si as terras do falecido rei.  Inconformada com o tratamento brutal dos soldados, Boadicea começou a organizar uma revolta com colaboradores para combater os invasores romanos. Os combates eram sangrentos e Boadicea saia vitoriosa todas as vezes. Seu exército era temido.
A violência com que Boadicea atingiu as cidades ocupadas pelo exercito Romano deixaram marcas que são vistas até hoje em escavações arqueológicas. São as cinzas  e cerâmicas queimas pelo fogo, essa era a forma que ela usava para lutar contra Roma, colocava fogo em tudo.
Infelizmente ela caiu numa armadilha e foi atraída para uma batalha em campo aberto pelo governador romano Caio Suetônio Paulino, experiente estrategista que finalmente acabou derrotando o exercito de Boadicea.
A grande estátua de bronze de Boadicea, ao lado da ponte de Westminster e do Palácio de Westminster foi inaugurada pelo príncipe Alberto. Representa Boadicea em sua carruagem de guerra junto com suas filhas.

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Veja no link abaixo um documentário sobre a Rainha Guerreira.

Link

Música

Karliene – Boudica

Enya – Boadicea

 

 

Anne Frank

Anne-Frank-DeskMuitas meninas gostam de escrever seus pensamentos em diários ou cadernos de confidência. Normalmente cheios de sentimentos e sonhos, desejos secretos, amores e desilusões. Mas, em momento algum se imagina que essas anotações podem um dia vir a inspirar multidões e até presidentes.
Anne Frank, era uma menina muito dinâmica  e inteligente, usava um diário para contar a sua convivência familiar, suas descobertas da juventude e as impressões do mundo ao seu redor.
Anne Frank gostava muito de ler e escrever. Sonhava em ser jornalista ou escritora, queria ser muito mais do que as mulheres de seu tempo eram, não queria ser apenas uma dona de casa que cuidava dos filhos e da casa.
Quando tinha 13 anos, ganhou de um diário de presente de seu pai e começou imediatamente a escrever. A princípio contava coisas corriqueiras da sua vida e como era o relacionamento com a mãe e a irmã. Nesse período o Nazismo crescia e começavam os ataques ao judeus. Sendo sua família judia, também tiveram que fugir dos ataques antissemitas.
A família Frank foi acolhida por amigos que os esconderam num prédio onde tinha um quarto secreto. O local tinha três andares, mas era muito pequeno e escuro. Anne chamou esse lugar de O Anexo Secreto. Durante mais ou menos dois anos, eles ficaram nessa casa, dividindo um espaço minúsculo com outras duas famílias. Todo esse tempo em que eles ficaram escondidos, Anne Frank ia escrevendo como era o dia a dia da família, muitas vezes desesperador por causa do espaço e do risco que corriam em serem descobertos.
Finalmente chegou o dia fatídico em que eles foram traídos por algum conhecido da família e que até hoje não se sabe quem foi o delator e acabaram sendo condenados como criminosos por estarem se escondendo. Foram  levados a uma prisão, depois foram transferidos para o campo de concentração em Westerbork e finalmente para Auschwitz onde foram separados do pai, Otto Frank.
Anne escreveu em seu diário pela última vez, três dias antes de serem apanhados pela polícia alemã. Os acontecimentos depois disso são relatados por amigos e conhecidos da família.
Em Auschwitz, Anne, sua mãe Edith e sua irmã Margot sofreram com as brutalidades cometidas contra os judeus nos campos de concentração. Tiveram suas cabeças raspadas, foram submetidas à desinfestação, foram marcadas com um número de identificação e faziam trabalhos forçados.
As epidemias de doenças nos campos eram frequentes. Anne ficou doente e foi separada das demais juntamente com sua irmã. Elas ficaram numa enfermaria suja e deplorável. Sua mãe conseguia vê-las e dava sua cota de pão às escondidas. Com isso Edith estava enfraquecendo o que acabou a levando a morte mais tarde.
As meninas se recuperaram da doença e foram enviadas para um outro campo em Bergen-Belsen, sua mãe ainda estava viva quando elas partiram. Os relatos depois disso são descritos por umas amigas que conseguiram sobreviver ao holocausto e se encontravam com Anne nos campos. Em 1945, o campo estava com uma grave epidemia de tifo e que matou mais de dezessete mil pessoas. No começo de Fevereiro desse ano, a amiga de Anne, Hanneli Goslar, disse que perdeu o contato com ela. Mais tarde a Cruz Vermelha confirmou a morte das irmãs que foram enterradas entre os milhares de mortos desse campo impossibilitando a identificação dos mesmos.
O diário de Anne Frank foi encontrado por Miep Gies e Bep Voskuijl logo após a família ter sido levada pela polícia alemã. Elas guardaram todas as folhas juntamente com objetos pessoais e fotografias pensando em um dia devolver tudo para eles. Somente Otto Frank sobreviveu e após ter recebido e lido o diário da filha, vendo que ela tinha o desejo de ser escritora, resolveu publicar.
O diário acabou se tornando objeto de estudo por escolas e universidades pelo seu conteúdo que era rico em detalhes sobre a segunda guerra.
Logo abaixo você encontra os link´s para documentários e filmes sobre a vida de Anne Frank.
Entrevista feita pela Rede Globo em 2012, com uma amiga que conviveu com Anne Frank, Nanette Blitz, que veio morar no Brasil depois da libertação do campo de Bergen-Belsen. Link
YouTube – Biografia de Anne Frank
Filme: Minha Querida Anne Frank
Filme: O Diário de Anne Frank

Dia Internacional contra a Discriminação Racial

Em destaque coloquei as duas mulheres que sofreram ataques de discriminação racial nos últimos tempos, Maria Julia Coutinho e Taís Araujo. São mulheres que estão na mídia e por isso a repercussão foi grande, mas e quantas outras sofrem todos os dias essa discriminação e que não ficamos sabendo?
Vamos juntos comemorar esse dia e lutar contra a Discriminação Racial, denuncie!
Indico esse dois filmes (dentre muitos) que tratam sobre a discriminação, principalmente contra a mulher:
Trailer Oficial de “Histórias Cruzadas”
A Cor Púrpura Assistir filme completo dublado  
(Cris Quadros)

maria julia coutinho Tais Araujo

 

 

 

 

 

 

 

O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebra-se em 21 de março em referência ao Massacre de Sharpeville.
Em 21 de março de 1960, em Johanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação. Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos. Em memória a este massacre a Organização das Nações Unidas – ONU – instituiu 21 de março o dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial.
O Racismo no Brasil
A legislação brasileira instituiu os primeiros conceitos de racismo em 1951 com a Lei Afonso Arinos (1.390/51) que classificava a prática como contravenção penal. Somente a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5.º, XLII, é que classificou a prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeitando o delinquente a pena de reclusão.
Como denunciar
Segundo o MPDFT, para denunciar  injúria racial ou racismo, a vítima pode prestar queixa na delegacia, usar o disque-denúncia (124) ou recorrer à ouvidoria do órgão. É importante reunir elementos suficientes para que o autor seja denunciado. “Tome nota da situação, procure a ajuda de possíveis testemunhas e identifique precisamente o agressor”, indica o MPDFT. Em caso de lesão corporal, fazer   exame de corpo de delito (mediante boletim de ocorrência) é indispensável.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília, Wikipédia, Google.

Ana Bolena – Rainha da Inglaterra

Ana bolenaA história de Ana Bolena tem muitas controvérsias, muitas biografias foram escritas, mas divergindo sobre os acontecimentos, inclusive, não se tem um registro oficial do seu nascimento.
A maior importância na história de Ana Bolena, foi que com a sua interferência junto ao rei Henrique VIII, houve um rompimento entre o reino da Inglaterra com a cúpula da Igreja Católica Romana, vindo a ser fundada e que até hoje é a religião dominante na Inglaterra, a Igreja Anglicana.
Esse rompimento se deu principalmente porque o rei Henrique VIII queria se casar com Ana Bolena, mas como ainda era casado com Catarina de Aragão, precisava da permissão da igreja para se divorciar. A igreja não aceitava o divórcio, pois implicava em perdas políticas, nessa época como sabemos, os casamentos são arranjados principalmente por interesses políticos de ambos os lados. Outro fator que implicava na recusa da igreja é que Catarina era extremamente fiel à igreja e Ana Bolena não.
Estando o rei querendo a todo custo deixar um herdeiro para o trono, e sua atual esposa, Catarina, não havia lhe dado esse herdeiro homem, ela teve uma filha, Maria, e o rei usou esse fato como um forte argumento para o rompimento.
Henrique VIII conheceu Ana Bolena na corte, quando ela visitava sua irmã Maria Bolena que já era amante do rei. Ele logo se encantou com Ana e queria que ela se tornasse sua amante, mas ela não aceitou a proposta, dizia que só se entregaria a um homem quando se casasse. Uns dizem que essa era uma estratégia para conquistar o rei e colocar Ana no poder. Estratégia ou não, acabou dando certo.
Quando Henrique VIII finalmente rompeu com a igreja e marcou seu casamento com Ana, faltando pouco tempo para a cerimônia, Ana finalmente cedeu às investidas do rei e consumaram a união. Nesse período Ana ficou grávida o que deixou o rei muito feliz e esperançoso. Veio então a cerimônia e a consagração de Ana como rainha, mesmo sofrendo com o desagrado da igreja e dos fieis que eram a favor de Catarina. Muitas pessoas não compareceram à festa em protesto.
Ana Bolena, agora rainha, tentou ganhar o apoio do povo, fazendo caridade e tentando ajudar o povo como podia, porém, nas suas costas, os oposicionistas tratavam contra ela, pois o rei lhe dava ouvidos tirando muita gente do poder.
Quando Ana teve sua primeira filha, Isabel I, o rei começou a ficar frustrado com Ana e começou a se afastar dela. Ana teve outras gestações, mas acabou perdendo as crianças. Aqui também ficam algumas controvérsias sobre quantas vezes elas perdeu os filhos. Nesse ínterim, Joana Seymour, aia da Ana, ganhou o posto de amante oficial do rei.
Esses fatos davam força aos oposicionistas de Ana para influenciar o rei contra ela, começaram os rumores de que ela o traia com vários homens da corte, inclusive que praticava incesto com seu irmão, Jorge Bolena. A trama acabou levando-a a prisão na Torre Verde. Após 1000 dias de reinado, Ana foi condenada à execução por degolamento.
Ana Bolena exigiu que seu executor fosse francês, ela queria ganhar tempo para tentar dissuadir o rei a seu favor. Mas, foi inútil. Na manhã de sexta-feira, 19 de maio de 1536, Ana Bolena foi executada.
Antes da execução, Ana Bolena ainda proferiu uma oração em favor do rei.
Bom povo cristão vim aqui para morrer, de acordo com a lei, e pela lei fui julgada para morrer, e por isso não vou falar nada contra ela. Não vim aqui para acusar ninguém, nem para falar de algo de que sou acusada e condenada a morrer, mas rezo a Deus para que salve o rei e que ele tenha um longo reinado sobre vós, pois nunca um príncipe tão misericordioso esteve lá: e para mim ele será sempre um bom, gentil e soberano Senhor. E se qualquer pessoa ponha isso em causa, obrigá-la-ei a julgar os melhores. E assim deixo o mundo e todos vós, e sinceramente desejo que todos rezem por mim. Ó Senhor, tem misericórdia de mim, eu louvo a Deus a minha alma.
Ana obteve o que requisitava, mostrando que até nos seus últimos momentos, ainda era capaz de impressionar o rei. Ela foi decapitada por um carrasco francês, tal como pedira. Henrique não providenciou um sepulcro para Ana, e assim o seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula.
O filme “A Outra”, retrata a história de Ana Bolena e sua irmã Maria Bolena. Filme muito bom e emocionante.
LINK PARA O TRAILER.
A série The Tudors, também conta a história do reinado de Henrique VIII, super indico.
LINK PARA O TRAILER.

 

 

Clara Barton – Fundadora da Cruz Vermelha Americana

clara bartonClarissa Harlowe Barton “Clara Barton” (1821 a 1912), é mais conhecida como fundadora da Cruz Vermelha Americana. Ela trabalhou como professora, enfermeira, escriturária e atuou como filantropa, arrecadando fundos nos tempos de guerra. Durante a guerra civil americana, depois de insistir muito com o comandante, ela organizou uma equipe para levar auxílio para soldados feridos, levando mantimentos e remédios, dirigindo ela mesma o caminhão. Ela ficou conhecida como “o anjo do campo de batalha”.
Em 1864, Clara, atuou como superintendente da União das enfermeiras. Após a guerra, ela recebeu permissão do Presidente Lincoln para começar uma campanha de cartas para procurar os soldados desaparecidos. Mais tarde trabalhou para a Cruz Vermelha Internacional durante a guerra franco-prussiana de 1870 a 1871. Ela fundou a filial americana da Cruz Vermelha em 1881 e serviu como presidente da organização até 1904. Depois de alguns anos, ela escreveu uma emenda para a Constituição Americana, que previa o atendimento da Cruz Vermelha, tanto para os tempos de guerra, quando para outras situações que precisassem de socorro, como em catástrofes naturais como: enchentes, terremotos, pestes, fome, não só para os Estados Unidos como para o mundo todo.
Após ter sido forçada a renunciar em seu cargo de presidente da Cruz Vermelha, por receber críticas pelo seu estilo de liderança, Clara se aposentou mas permaneceu muito ativa até seus 91 anos. Ela escreveu um livro autobiográfico intitulado: “A história da minha infância”. Seu propósito ao escrever o livro, explica ela no prefácio, era responder solicitações de crianças que a estudavam nas aulas de história americana na escola e queriam saber mais sobre sua vida e sua carreira. O livro conta sua vida desde a infância em uma fazenda em Oxford, Massachusetts, como filha mais nova de 10 crianças, e conta duas experiências que deu forma ao seu trabalho: cuidar de seu irmão David até que ele tivesse sua saúde restabelecida depois de se ferir gravemente em um acidente e se tornar professora de primário com 17 anos.
Clara Barton morreu em 12 de abril de 1912 de complicações de um resfriado. A missão de sua vida pode ser resumida em suas próprias palavras:
“Você nunca deve pensar tanto como quer você goste ou não, se é suportável ou não, você nunca deve pensar em nada, exceto na necessidade e como fazer para cuidar disso”.

Frida Kahlo

fridaFrida Kahlo nasceu, Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderónem  em 1907.
Teve uma infância difícil após contrair poliomielite, o que a deixou manca da perna direita, por conta disso, sofreu muitos insultos na escola e apelidos como “Frida perna de pau”.
Mas, com o apoio de seu pai, não se deixou abater por nada disso, era sempre muito vivaz e ja demonstrava que era diferente dos demais. Gostava de vestir roupas de homens e se portar como tal, o que criava um clima ruim com sua mãe.
Frida praticava esportes e queria ser médica, mas aos 18 anos, sofreu um grave acidente que a deixou acabada por vários meses. Impossibilitada de fazer qualquer coisa, começou a pintar para passar o tempo e o tema usado era toda a dor e sofrimento que estava passando. Frida começou a usar a pintura como forma de expressar seus sentimentos mais íntimos.
Aos 22 anos, já recuperada do acidente, conheceu seu grande e inesquecível amor, Diego Rivera. Essa relação sempre foi conturbada, casaram-se e separaram-se diversas vezes. Frida tinha muito ciúmes de Diego que era muito mulherengo, mas acabou se sujeitando aos seus caprichos para tê-lo por perto. Ela chegou a engravidar duas vezes, mas por conta de suas mazelas, não conseguiu levar adiante sua gravidez. Mais uma vez ela usa a pintura para expressar seus sentimentos.
Frida morreu aos 47 anos, deixando seu diário de sofrimento com suas últimas palavras:
“Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais”.

Documentário: Vida e Obra de Frida Kahlo

Trailer do Filme: Frida

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