Muito interessante este artigo. Copiado integralmente para estudo e reflexão!

Caros amigos.

 

Em um artigo anterior, chegamos a conversar sobre um dos hábitos das pessoas altamente eficazes, segundo a visão de Stephen Covey: a proatividade. Refletimos sobre como cultivar esse hábito,  que nos proporciona o poder de escolher como nos comportar frente aos estímulos da vida, ao invés de simplesmente reagirmos de maneira automática e irrefletida; e como isso é capaz de nos libertar da condição de meros “escravos das circunstâncias”, nos transformando em senhores de nossas vidas. Caso queiram saber mais, clique aqui.

Hoje quero compartilhar um conjunto de crenças, que se forem aceitas como verdades e  incorporadas ao seu modelo de mundo, poderão trazer resultados benéficos em diversos aspectos.

Tais pressupostos são resultados de estudos sobre as crenças e os comportamentos de pessoas que costumam a obter resultados positivos em suas vidas. Afinal de contas, que atitudes essas pessoas assumem diante da vida, que as diferenciam das pessoas que costumam a fracassar?

Foi buscando responder a essa questão, que a  Programação Neurolinguística (PNL) pôde extrair um conjunto de crenças fundamentais, que se tornaram as premissas básicas de sua metodologia. Portanto, quando falo de “pressupostos da Excelência humana”,  refiro-me também aos pressupostos da PNL.

Cabe ser lembrado que, por serem crenças, tais pressupostos não devem ser tratados como uma verdade absoluta, mas sim como uma das possíveis verdades. Aquele que possui um modelo de mundo conflitante com tais premissas, poderá  obter facilmente embasamento em sua realidade para invalidá-las. Assim como, aquele que as enxerga como parte de sua realidade, encontrará embasamento suficiente para fortalecê-las.

O importante portanto, é que se tratam de propostas que já beneficiaram inúmeras pessoas que as acolheram em seus modelos  de mundo, tornando suas realidades mais ricas em possibilidades e em escolhas.

Cabe ainda destacar, que este rol de princípios não é exaustivo. Existem outras crenças altamente eficazes, que são difundidas por outros métodos. Inclusive dentro da própria PNL podem haver variações entre as diversas escolas em relação às nomenclaturas e até mesmo à forma como são categorizadas.

Mas antes de apresentá-las, permita-me explicar brevemente o que é a PNL: Afinal de contas, o que é a Programação Neurolinguística?

Como resposta, utilizarei as palavras de duas das maiores autoridades no assunto: Joseph O’ Connor e John Seymour.

” A Programação Neurolinguística é a arte e a ciência da excelência, ou seja, das qualidades pessoais. É arte porque cada pessoa imprime sua personalidade e seu estilo àquilo que faz, algo que jamais pode ser apreendido através de palavras ou técnicas. E é ciência porque utiliza um método e um processo para determinar os padrões que as pessoas usam para obter resultados excepcionais naquilo que fazem.”

“A PNL trata da estrutura da Experiência humana subjetiva, de como organizamos o que vemos, ouvimos e sentimos e filtramos o mundo exterior através dos nossos sentidos. Também examina a forma como descrevemos isso através da linguagem e como agimos, intencionalmente ou não, para produzir resultados.”

(Introdução à Programação Neurolinguística – Joseph O’Connor e John Seymour)

Quer um exemplo prático bem simples? Nossa relação com a música.

Permita-me trazer uma situação hipotética:

Essa moça, hipotética, adora frequentar academia de ginástica. Durante seus exercícios, traz consigo o seu smartphone, contendo uma seleção de músicas que considera perfeitas para malhar.

Trata-se de músicas que estiveram em momentos da sua vida, em que ela realmente se sentiu empolgada, bem disposta, animada, poderosa e, todas as vezes que ela põe o seu set list para tocar acontece o seguinte:

Automaticamente ela acessa uma memória bem vívida de um daqueles momentos maravilhosos, com imagens amplas e ricas em cores. Ela pode escutar o som da sua risada e das de suas amigas a sua volta e toda aquele sensação prazerosa que sentiu naquele momento vem à tona enquanto ela corre na esteira da academia.

Os mesmos hormônios liberados naquele momento de prazer são liberados durante os exercícios, sua postura corporal muda, os ombros se afastam, o peito se abre e surge um sorriso em seu rosto. Ela se sente agora capaz de tudo e não há nada que pode derrubar esse estado.

Entretanto, esta moça também possui seu acervo de músicas relacionadas a momentos tristes da sua vida. São músicas que ela ouviu repetidamente, quando seu  namoro de mais de 10 anos terminou. Toda vez  que ela escuta essa música tocar em algum lugar acontece o seguinte:

A memória daquele momento vem à tona. Trata-se de uma imagem meio embaçada e com poucas cores, ela lembra de estar sozinha e surgir uma voz interna em rotação bem lenta que lhe diz coisas tristes.

Sua fisiologia aqui se torna bem diferente da situação alegre anterior. Seus ombros se aproximam, sua coluna se curva, seu rosto mostra um semblante mais tenso, os hormônios que foram liberados naquele momento de tristeza passam a ser liberados agora. Ela se sente frágil, indisposta e cansada.

Será que ela conseguiria apresentar o mesmo desempenho na academia se essas músicas tristes estivessem tocando no lugar da sua set list?

Pode ser  até que ela consiga terminar a execução dos exercícios, mas não com o mesmo desempenho.

E se ela precisasse apresentar um alto desempenho, mesmo quando tocassem tais músicas? Será que ela seria capaz de gozar da estrutura interna de quando ela se sente empolgada e empoderada, como na academia?

Se ela souber aplicar a PNL sim, pois como já apresentado acima, o foco desse estudo é entender como funciona a estrutura da excelência humana e como replicá-la para outras experiências. A situação hipotética acima é apenas uma das pequenas possibilidades que essa metodologia tem a oferecer.

Retornemos agora aos Pressupostos da Excelência Humana.

Logo abaixo, algumas da crenças que, uma vez incorporadas, sem dúvidas enriquecerão a sua vida:

  • O Mapa Não é  o Território

Esse princípio já foi apresentado em postagens anteriores,  quando me referi aos modelos de mundo. Cada um de nós vive segundo o seu mapa da realidade e é importante que tais mapas não sejam confundidos com o território propriamente dito. Em outras palavras, tratam-se de representações da realidade e não a realidade em si.

Estar ciente disso, permite não apenas respeitar o ponto de vista do outro, ainda que não concorde com ele, mas também torna possível adotar elementos de outros mapas, para eliminar limitações presentes em nossos próprios, tornando-os mais ricos em recursos.

  • A Natureza do Universo é Sistêmica.

Sistema, por definição, é o conjunto de elementos interdependentes organizados em um todo. Uma vez que somos elementos desse sistema, o comportamento que produzimos é capaz de influenciar o todo.

Deste modo, de certa forma, somos responsáveis pelos eventos que ocorrem a nossa volta, bem como, somo capazes de melhorá-los ou até mesmo modificá-los por completo a partir de uma mudança de atitude, tanto interna quando externa.

  • Aquilo em que se foca aumenta

O cérebro humano possui uma região chamada de formação reticular, que dentre outras funções é responsável pela nossa atenção seletiva, ou seja, não somos capazes de captar todas as possibilidades que ocorrem a nossa volta, apenas fração é assimilada pela pela mente consciente. Os critérios dessa seleção são os nossos filtros internos: crenças, valores, preferências e aversões. Se quiser ler mais a respeito, acesse o artigo: Universo de infinitas possibilidades – A vida que você escolhe e a sua continuação: Enxergando além do horizonte – Novas lentes para uma nova vida.

Assim, duas pessoas podem estar simultaneamenter em um mesmo local presenciamento um mesmo evento, enquanto vivenciam experiências completamente diferentes. Isso é possível pelo fato de suas atenções estarem focadas para pontos diferentes do mesmo evento.

A boa notícia é que nossa capacidade de autoconsciência nos abre uma brecha para questionarmos nossas crenças e até mesmo acrescentarmos outras novas a nossa realidade.

E então eu te pergunto: Onde você prefere manter o seu foco? Nos problemas ou nas respostas?

Se você preferir mantê-la nos problemas, sua realidade se tornará um grande problema. Um verdadeiro beco sem saída. No entanto, se escolheres focar nas respostas, sua vida será repleta de oportunidades de crescimento pessoal.

  • Não existe fracasso e sim feedback

A mente humana tende a atribuir significado às suas experiências, que variam de acordo com os filtros internos já mencionados acima. A mente daqueles que alcançam realizações importantes em suas vidas, tendem a acolher os resultados indesejados como fonte de aprendizado, degraus a serem escalados até seus objetivos.

Thomas Edison, por exemplo, falhou milhares de vezes na tentativa de criar a lâmpada. Ao ser questionado, ele afirmou que na verdade havia descoberto milhares de maneiras de não se fazer uma lâmpada.

Se não fosse a determinação de Edison e a sua capacidade de enxergar suas falhas como mais um passo em direção ao sucesso, talvez a iluminação através da energia elétrica houvesse demorado mais alguns anos para ser colocada em prática e todo o rumo da história da civilização teria sido diferente.

Assim disse Napoleon Hill em seu livro “Quem Pensa Enriquece”:

“Ninguém está livre de, antes de alcançar o sucesso, sofre derrotas temporária e, talvez até fracassos. Nesses casos, a reação mais comum é desistir; é o que a maioria faz.

Mais de 500 homens, entre os mais bem sucedidos dos Estados Unidos, disseram que seu maior sucesso chegou logo depois de uma derrota. O fracasso é um embusteiro astucioso, com aguçado senso de ironia. Sente grande prazer em fazer tropeçar quem está a um passo do sucesso.”

(Quem Pensa Enriquece – Napoleon Hill)

Uma coisa é certa, só é derrotado quem finalmente desiste. Quem persiste em seus objetivos, mais cedo ou mais tarde, colhe os frutos de seus esforços.

E você? O que você escolhe?

Prefere encarar seus fracassos como uma derrota definitiva e viver essa frustração para resto de sua vida, ou prefere enxergá-lo com um aprendizado, uma pista para a direção da vitória?

Para acessar o exercício de ressignificação das experiências clique aqui.

  • Por trás de todo comportamento existe uma intenção positiva.

Importante ressaltar que, embora a  expressão “intenção positiva” seja amplamente utilizada, ela não é a mais adequada, podendo induzir  um entendimento equivocado do que realmente se propõe.

A intenção positiva aqui descrita não se trata de uma “boa intenção”, ou a “intenção de fazer o bem”. Caso fosse, só estaria presente nas pessoas de boa índole.

Estamos falando aqui de algo mais primitivo, ligado aos impulsos de atrair, afastar ou preservaralgo. Todos nós possuímos tais impulsos, entretanto, por estarmos em níveis de consciência diferentes, gozando de sistemas de crenças, valores e de padrões ético e morais diferentes; nossas ações podem tornar-se totalmente distintas.

Em termos mais simples, um indivíduo perverso e um virtuoso, ainda que possuam intenções positivas semelhantes, possuem grandes chances de expressar comportamentos de qualidade diametralmente opostas.  Por exemplo, enquanto o perverso tenderá a praticar ações para a favorecê-lo, não importando os danos que  possa vir a causar às outras pessoas; o virtuoso buscará ações benéficas  não apenas a si mesmo, mas à todos a sua volta.

Entretanto, não precisamos nos manter focados a este exemplo extremo, já que existem situações menores no dia a dia em que podemos perceber esse tipo de desalinho. Afinal de contas, quantas vezes não reagimos a determinadas situações e logo em seguida nos arrependemos por tais atitudes? Acredito que algumas vezes.

A boa notícia é que, uma vez que exercitarmos a habilidade da auto observação, seremos capazes de reconhecer esta “intenção positiva” por trás de nossas ações e, preservando tal intenção, produziremos comportamentos mais construtivos e harmônicos.

Reconhecer a intenção positiva por trás das ações e comportamentos nos torna capaz de reconhecer o ser humano por trás de seus atos. Afinal de contas, o que ele estava buscando atrair, afastar ou preservar? Será que poderíamos chegar a um acordo propondo algo diferente, que preserve sua intenção positiva e ao mesmo tempo satisfaça a ambas as partes?

Portanto, sugiro o seguinte:

a) Antes de julgar e condenar o próximo por suas ações, procure iniciar um diálogo construtivo. Descubra qual é a intenção positiva. Que valores estão sendo preservados? Reconheça e valide a importância disso para o outro. Seja sincero.

 

b) Mostre ao próximo como ele pode se beneficiar de uma ação que seja mais benéfica para todos.

 

c) Discuta com ele novas possibilidades, que sejam harmônicas e preservem os interesses das partes.

 

Aplicar esse princípio em sua em sua vida lhe dará a chave para um crescimento pessoal consistente e harmônico, já que as mudanças propostas sempre buscarão respeitar os impulsos básicos de cada indivíduo, evitando assim os conflitos internos. Além disso, incorporar tal princípio lhe dará a habilidade de gerar uma conexão mais profunda com as pessoas a sua volta e você se tornará capaz não só de entendê-las de, mas de ajudá-las de maneira mais eficaz.

 

  • Já possuímos os recursos para promover as mudanças que precisamos.

Aquele que costuma a obter resultados realmente notáveis em sua vida não acredita em determinismo genético, cultural ou social. Ao contrário, ele sabe que já possui todos os recursos necessários para promover as mudanças que precisa.

Se ele precisa de uma nova habilidade, ele organiza os seus recursos internos em uma estratégia para adquiri-la. Do mesmo modo, para adquirir um novo conhecimento, superar obstáculos e alcançar seus objetivos.

Esse é o espírito presente tanto na PNL, quando no Coaching. Veja o que John Whitmore, no clássico “Coaching para Performance” diz a respeito:

E Gallway tinha tocado na essência do coaching: liberar o  potencial humanode uma pessoa para maximizar sua performance, ajudá-la a aprender em vez de ensiná-la. […] O novo modelo sugeria que somos mais como uma bolota, que contém dentro de si todo o potencial para ser um carvalho magnífico.” ( Coaching para Performance – John Whitmore)


Logo acima, apresentei alguns dos pressupostos básicos para que você inicie a sua jornada rumo a uma vida mais plena, mas harmônica e rica em realizações pessoais. Para que isso ocorra, é fundamental que as incorpore em sua realidade através da constante auto observação e da prática.

Pode ser que, a princípio, incorporar todos esses princípios de uma só vez possa ser difícil, portanto sugiro que procure focar em um de cada vez e passar ao próximo somente quando o anterior se tornar um  hábito em sua vida.

Dúvidas? Opiniões?

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Um grande abraço

Filipe Filgueiras

http://www.coachingparaviverbem.com/