Kannon – A Deusa da Grande Compaixão
Kuan Yin.2
(観音 – Japonês) (chin.: Kuan Yin, Kuan Shi Yin; Sânsc.: Avalokiteswara, Âryâvalokitesvara, Lokesvara; Tib.: Spyan-ras-gzigs ou Tara)
Kannon é a Deusa da Grande Compaixão. Ela é um Bodhisattva, ou seja, um ser que jurou levar todos os seres à felicidade. Apesar de seus traços predominantemente femininos, ela também é vista como um ser masculino em alguns países. Ela é especialmente importante para o Reiki porque: É o ser espiritual que está por trás do símbolo SHK; Ocupa o segundo lugar na linhagem de poder nas iniciações de Reiki, uma vez que o Reiki – a energia vital espiritual de Dainichi Nyorai – é transmitido aos seres humanos por meio dela. Kannon aparece em muitos sutras. Os mais importantes são o Hokkekyô, Kegon kyô e Muryôjukyô.
Esses sutras dizem como ela pode ouvir as vozes de todos os seres que precisam de ajuda. Ela faz tudo o que está em seu poder para ajudar esses seres. Houve um tempo em que ela desceu aos reinos infernais e começou a libertar um a um os seres que lá se encontravam. Era um trabalho difícil. Mas os infernos não ficavam vazios, sempre voltando a encher-se com novas almas. Isso a deixou tão triste e irritada que chegou a explodir, literalmente. Outros seres de luz logo a recompuseram, mas sem saber onde fixar todas as partes. Assim, quando completa, ela ficou com muitos braços e cabeças. Daí as 33 formas de Kannon, com as suas múltiplas habilidades.
As mais importantes para o Reiki serão explicadas abaixo. No fim, algumas lágrimas multicoloridas caíram dos seus olhos. À medida que as lágrimas tocavam o chão, transformavam-se em deusas Tara de diferentes cores que, desde então, vêm ajudando Kannon. Kannon não trabalha sozinha. Ela aparece frequentemente na companhia de outros seres de luz. Entre estes estão o Buda do Paraíso Amida Nyorai, cujo Siddham é também o símbolo SHK. Quando uma pessoa morre, Kannon aproxima-se da alma do morto e a ajuda a colocar-se sobre uma flor de lótus, levando-a em seguida ao paraíso de Amida Nyorai. Há no Japão algumas peregrinações para Kannon.
Elas se desenvolveram quando os monges ambulantes levaram os ensinamentos libertadores de Kannon para o povo e construíram muitas pequenas torres sagradas e templos para a realização de milagres. Ainda hoje é possível testemunhar os seus poderes de cura nesses lugares. Obviamente, há também inúmeras histórias na literatura japonesa, algumas das quais são narradas abaixo (continua…)
(obs: o texto é extenso e será postado em partes)
Fonte: O Grande Livro de Símbolos do Reiki – Mark Hosak e Walter Lubeck, pg.122